Claritas Global High Yield

ESTRATÉGIA – Fundo de investimento no exterior com estratégia de Crédito High Yield Global

2020

O Claritas High Yield apresentou desempenho positivo de 3,82% em abril (1340% CDI). No ano, o fundo acumula perdas de 10,25%.

O mercado de High Yield se recuperou parcialmente ao longo de abril. Graças aos estímulos do FED, os spreads caminham para patamares anteriores à crise, porém ainda é cedo para quantificar o impacto que a abrupta queda na demanda causará na economia americana.

Sempre procuramos ter emissões mais líquidas no portfólio, que permitam execuções de outras estratégias e atendimento de resgates. A liquidez do mercado apresentou melhora ao longo de abril. Aproveitamos a oportunidade para comprar emissões de High Yield que apresentaram assimetria favorável em relação ao risco x retorno, sem comprometer a liquidez necessária em momentos de crise. Continuamos com foco em alta liquidez, posições mais táticas e uma carteira mais conservadora e defensiva. Continuamos com proteções via CDX e com nível de caixa elevado.

O Claritas High Yield apresentou desempenho negativo de 11,96% em março. No ano, o fundo apresenta perdas de 13,56%.

O mercado de High Yield apresentou movimentos extremos ao longo de março. A abertura dos spreads verificada ao longo do mês foi acalmada pelos estímulos econômicos do FED, fazendo com que o mercado apresentasse desempenho positivo record de 4% nos três dias que se seguiram ao anúncio do pacote, ficando apenas atrás das altas ocorridas em março de 2001 e janeiro de 2009. O spread do índice Bloomberg Barclays US High Yield, desde a última sexta-feira do mês, foi de 1013 para 921.

Sempre procuramos ter emissões mais líquidas no portfólio, que permitam execuções de outras estratégias e atendimento de resgates. A liquidez do mercado apresentou melhora na última semana do mês, quando o fundo obteve bom desempenho, acima do Benchmark. Aproveitamos a oportunidade  para vender emissões de High Yield e comprar titulos de empréstimos bancários (com garantia, e senioridade na estrutura de capital) sem abrir mão de spread ou yields atrativos. Também reduzimos o duration da carteira, mantendo os mesmos níveis de yield e spread. O setor Financeiro apresentou desempenho melhor na última semana, mas continua sendo o maior detrator de performance no mês.

Continuamos com foco em alta liquidez, posições mais táticas e uma carteira mais conservadora e defensiva.

Continuamos com proteções via CDX e com nível de caixa elevado. O maior setor no portfolio é Comunicação – mais especificamente, cabeamento – que apresenta maior resiliência ao contexto e menos suscetibilidade à volatilidade. O momento não permite posições mais agressivas, a não ser que as condições do mercado se estabilizem.

A gestão continua focada em tentar compreender a evolução do vírus e os padrões de mercado perante a crise atual. Estamos confiantes de que essa crise será superada ou amenizada em algumas semanas ou meses e provavelmente gerará boas oportunidades

O fundo obteve um retorno de -1,77% em fevereiro. No ano, -1,81%.
O mês foi caracterizado por uma maior percepção de risco em relação ao Coronavirus. Não mais restrito à China, o desenvolvimento de um provável polo de transmissão, na Itália, abalou a confiança dos mercados. Há uma expectativa que haja uma atuação em conjunto entre os principais bancos centrais para reduzirem as taxas de juros ao redor do mundo. Os papéis High Yield sofreram uma correção sistêmica, acompanhando a tendência mundial. Continuamos com nosso processo fundamentalista de investimento, focando na compra de emissores com aprimoramento dos fundamentos e necessidades limitadas de refinanciamento. Nossa maior posição passou a ser Treasury Americana (2,2% do fundo), como forma de proteção.

O fundo obteve um retorno de -0,05% em janeiro.

O mês foi marcado por aversão ao risco com a epidemia do Coronavirus na China. O FED manteve a taxa de juros inalterada, reforçando que a postura da política monetária permanece adequada e que segue monitorando os próximos dados. O relacionamento EUA-China migrou para o segundo plano após a conclusão da primeira fase do acordo, não sendo aguardado novos desdobramentos antes das eleições americanas. Continuamos com nosso processo fundamentalista de investimento, focando na compra de emissores com aprimoramento dos fundamentos e necessidades limitadas de refinanciamento.

2019

O fundo obteve um retorno de 1,61% (427% CDI) em dezembro. Em 2019, acumula alta de 14,47% (242% CDI).

O mês foi marcado por forte desvalorização do dólar (4,82%). Pesquisas de empresas de manufatura em todo o mundo estão com modestas tendências de alta, o que indicando melhores resultados. A confiança do empresariado parece ter atingido um fundo, os estoques estão encolhendo e a produção industrial está retomando. Continuamos aderindo ao nosso processo disciplinado de investimento fundamentalista e focamos na compra de emissores com aprimoramento dos fundamentos e necessidades limitadas de refinanciamento. Do ponto de vista do rating, os títulos classificados pelo BB tiveram um desempenho significativamente superior em 2019, pois a categoria de rating tem a maior correlação com a queda das taxas globais e dos investidores aversão ao risco, enquanto a categoria de classificação CCC ficou significativamente abaixo do mercado geral, com uma grande dispersão nos retornos entre os nomes da categoria.

CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro

O fundo obteve um retorno de 0,18% (37% CDI) em outubro. Em 2019, acumula alta de 11,99% (232% CDI).

O mês foi marcado por desvalorização do dólar com movimento de risk on global. O FED cortou novamente a taxa de juros em linha com as expectativas, sinalizando manutenção dos juros adiante e monitorando os próximos dados. O relacionamento EUA-China segue em destaque, com a primeira fase do acordo sendo concluída, além de desdobramentos positivos para o Brexit. No entanto, acreditamos que o maior risco de recessão seja a deterioração dos lucros corporativos. De qualquer forma, os fundamentos de crédito permanecem sólidos, favorecendo o mercado de High Yield. Embora do ponto de vista da receita e de crescimento de EBTDA, tenha ocorrido moderação, o nível de alavancagem modesto e é um mitigador de risco. Neste contexto, a seleção de emissores por meio de um processo de investimento disciplinado é fundamental. Mantemos foco na compra de emissores com aprimoramento dos fundamentos e necessidades limitadas de refinanciamento. Para gerenciamento do risco de recessão e para mitigar os efeitos das flutuações de crescimento econômico, estamos limitando a exposição a indústrias cíclicas. Continuamos a ver o maior valor em ppéis classificados como “Single B”.

CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro

O Claritas High Yield apresentou resultado de 0,11% no mês (23% CDI). No ano, 11,80% (253% do CDI).

Os títulos de 10 anos do tesouro dos EUA encerraram o mês em queda em comparação com o início do ano. A queda recorrente dos títulos públicos demonstra que o mercado precifica uma maior probabilidade de recessão. O crescimento do emprego desacelerou e o lucro das empresas está em queda. As recessões são (usualmente) precedidas por juros restritivo ou por um choque de oferta, como a explosão dos preços do petróleo. Com os bancos centrais bastante flexíveis, é provável que o Fed volte a reduzir os juros e também há a possibilidade de o Banco Central Europeu reduzir juros e reiniciar as compras de títulos. Na ausência de uma grande escalada no conflito comercial EUA/China consideramos pequena a probabilidade de uma recessão no ano que vem. Dados o cenário econômico atual e a possível manutenção da volatilidade atual, mantemos nosso processo de investimento fundamentalista disciplinado, com foco na compra de emissores com melhoria nos fundamentos e necessidades limitadas de refinanciamento. Continuamos a limitar a exposição à setores cíclicos para proteção contra oscilações no crescimento econômico.
CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro

O Claritas High Yield apresentou resultado equivalente a 0,91% no mês, equivalente a 180% do CDI. No ano, o fundo apresenta alta de 11,68% (279% do CDI).

Os títulos de alto rendimento subiram, já que o cenário do banco central continuou moderado, os lucros das empresas foram melhores do que o esperado e os fatores técnicos continuaram a dar sustentação. A combinação de um ligeiro aumento de preços com o carregamento resultou em retorno positivo no mês. Os setores com melhor desempenho foram bancos, seguros e outros financeiros. Em contrapartida, os setores com pior desempenho foram os de energia, eletricidade e indústrias de base. A economia dos Estados Unidos está sólida; no entanto, uma rápida olhada abaixo da superfície mostra que ela está dividida em duas, já que os consumidores estão indo muito bem, mas os produtores enfrentam dificuldades. Projetamos crescimento de 2,0% a 2,5% para a economia dos EUA este ano. Na Europa, os PMIs de serviços e o mercado de trabalho estão resistindo, apesar dos dados industriais fracos. A decisão do Fed de reduzir os juros em 25 bps foi em linha com as expectativas do mercado. As ações não reagiram bem, mas é o mercado de câmbio, via um dólar mais forte, em que se verá a maior parte da decepção. Os bancos centrais se alinharem no afrouxamento da política monetária e o potencial de retomada do crescimento global, ainda que moderado, devem sustentar o mercado de alto rendimento por mais algum tempo. A postura conciliatória dos bancos centrais estimula os investidores de todo o mundo a assumir cada vez mais riscos. Dessa forma, continuamos a seguir nosso processo de investimento disciplinado, nos concentrando em emissores com melhora nos fundamentos e necessidades de refinanciamento limitadas. Continuaremos a limitar a exposição a setores cíclicos para proteção contra as oscilações de final de ciclo e as flutuações nas projeções de crescimento econômico ao longo dos próximos meses
CARTA MENSAL Call Economista Call Macro

O Claritas High Yield apresentou resultado equivalente a 0,97% no mês, equivalente a 172% do CDI. No ano, o fundo apresenta alta de 10,67% (292% do CDI).

O mês foi marcado por um movimento estável no dólar. Houve melhora no apetite a risco, com sinalização de postura mais Dovish dos Bancos Centrais globais, frente à preocupação com uma possível desaceleração mais intensa da atividade global. Apesar de uma falta de sinalização clara a respeito do futuro da taxa de juros americana, o FED reduziu a taxa em 0,25%. Esse movimento favorece o mercado de High Yield, aumentando a atratividade para essa classe de ativo. O afrouxamento monetário do ECB no mês que vem deve rapidamente retrabalhar o viés relativamente agressivo do Fed, colocando-o sob pressão para reduzir ainda mais a taxa.

Além disso, a postura mais Dovish do BoJ e outros Bancos Centrais, como Australia e India, que já cortaram suas taxas de juros, também devem contribuir para pressionar o FED. Os riscos associados ao populismo, a chance crescente de “hard Brexit” e a situação política da Itália também corroboram esse cenário.

Diante deste cenário de maior nebulosidade, um rigoroso processo de seleção de emissores é fundamental para alocação em empresas com melhora de fundamentos e necessidade limitada de refinanciamento. Temos reduzido a exposição à indústrias cíclicas para proteger o portfolio de flutuações no crescimento econômico de curto prazo. Continuamos privilegiando ativos classificados como Single B.
CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro

O Claritas High Yield apresentou resultado equivalente a 2.11% no mês, equivalente a 449% do CDI. No ano, o fundo apresenta alta de 9,61% (312% do CDI).

O mês foi marcado por desvalorização do dólar e melhora no apetite a risco, com sinalização de postura mais Dovish dos Bancos Centrais globais, frente à preocupação com uma possível desaceleração mais intensa da atividade global. O FED sinalizou espaço para cortes nos juros a depender do impacto das incertezas em seu cenário base. Esse movimento deve favorecer o mercado de High Yield. O relacionamento EUA-China segue em destaque com uma nova trégua, possibilitando a retomada das negociações, apesar de grandes divergências e instabilidade. Os títulos High Yield continuam promissores. Apesar do panorama positivo, alguns riscos ainda assombram o mercado: o crescimento global está desacelerando, os estoques estão muito altos e as incertezas do comércio estão prejudicando a confiança das empresas.

De qualquer forma, a recuperação dos dados chineses no primeiro trimestre, o crescimento econômico razoável da Zona do Euro e a melhora dos dados de confiança mostram que uma recuperação pode estar por vir.

Dessa forma, um rigoroso processo de seleção de emissores é fundamental para alocação em empresas com melhora de fundamentos e necessidade limitada de refinanciamento. Temos limitado a exposição a indústrias cíclicas para proteger o portfolio de flutuações no crescimento econômico. Continuamos privilegiando ativos classificados como Single B e reduzindo emissores de setores cíclicos.
CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro

O Claritas High Yield apresentou resultado negativo equivalente a 0.46% no mês. No ano, o fundo apresenta alta de 7,34% (283% do CDI).

O mês foi marcado por forte aversão a risco e valorização do dólar. O FED sinalizou paciência na ata da reunião de maio, classificando os movimentos recentes da inflação como transitórios. A economia americana apresenta fortes dados de crescimento. O relacionamento EUA-China segue em destaque, com deterioração das negociações e piora da guerra comercial, em meio a novos dados negativos para a atividade global.

O mercado de High Yield continua promissor. Apesar do panorama positivo, alguns riscos ainda assombram o mercado e um rigoroso processo de seleção de emissores é fundamental para alocação em empresas com melhora de fundamentos e necessidade limitada de refinanciamento. Continuamos privilegiando ativos classificados como Single B e reduzindo emissores de setores cíclicos.
CARTA MENSAL Call Economista Call Equities Call Macro